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Liberdade para Saif e Thiago Ávila! Todo apoio à flotilha Global Sumud!

Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Kesher, palestino, ativista da Flotilha presos em Israel

Na noite de 29 para 30 de abril, a Flotilha Global Sumud para Gaza foi atacada pelo exército israelense em águas internacionais, perto da costa da Grécia. 

Vinte e dois barcos, com suas tripulações em um total de 200 pessoas, foram atacados. Isso ocorreu em águas internacionais, demonstrando que o Estado de Israel não respeita nada: ele ataca, sequestra, prende, impõe a pena de morte aos palestinos, perpetra um Genocídio e não admite nenhum tipo de solidariedade a um povo que passa por dificuldades indescritíveis. 

A Flotilha põe em evidência, mais uma vez, a cumplicidade das potências internacionais com o Estado e o regime israelense: embora tenham o dever legal de proteger a Flotilha, elas fazem o contrário, facilitando os ataques contra ela. O Estado grego reconheceu, assim, ter cooperado com Israel durante esse ataque, da mesma forma que as grandes potências colaboram com o genocídio dos palestinos por meio da venda de armas, de intercâmbios econômicos, acadêmicos e culturais.

Duas figuras da Flotilha, o palestino-espanhol Saif Abu Kesher e o brasileiro Thiago Ávila foram levados para Israel para serem interrogados. Segundo relatos, vêm sendo torturados na prisão. Eles são acusados de “afiliação a uma organização terrorista”, em um processo evidentemente forjado para reprimir aos que ousam se solidarizar com quem Israel considera inimigos.

A Flotilha pretende retomar sua rota, cujo objetivo é levar ajuda humanitária e política aos palestinos, romper o bloqueio ilegal de Gaza e contribuir para que os olhos do mundo se voltem para a resistência do povo palestino.

A IV Internacional apela à mobilização mundial e à pressão sobre os governos para obter:

  • Libertação imediata de Saif e Thiago
  • Proteção da Flotilha contra os ataques israelenses
  • Sanções contra Israel

Continuamos na luta pela libertação da Palestina, pelo direito ao retorno e pelo fim das agressões imperialistas de Israel e dos Estados Unidos na região.

5 de maio de 2026